002 | Amar ao Próximo: o mandamento do coração
No cerne do Evangelho de Jesus Cristo está o chamado para amar ao próximo como a nós mesmos. Jesus resume toda a Lei e os Profetas nesse mandamento supremo: “Ouvireis o que diz o Senhor Deus: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Portanto, amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de todo a tua alma, de todo o teu poder e de todo o teu entendimento. E amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12.29-31, ARA).
Esse amor não é mero sentimento passageiro, mas ação concreta e sacrificial. A parábola do Bom Samaritano ilustra isso vividamente: um homem ferido à beira do caminho é ignorado por sacerdotes e levitas, religiosos que priorizam rituais acima da compaixão. Mas um samaritano, odiado por judeus devido a antigas rivalidades, para, cuida dele com misericórdia, vendando suas feridas, levando-o a uma hospedaria e pagando por sua recuperação (Lucas 10.30-37). Jesus conclui com um desafio direto: “Vai, e faze o mesmo” (Lucas 10.37b, ARA). Aqui, “próximo” não é quem nos é conveniente, mas qualquer um em necessidade – vizinho, estrangeiro ou inimigo.
O apóstolo Paulo reforça essa urgência: “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Então, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gálatas 6.9-10, ARA). Tiago complementa: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tiago 1.27, ARA). Em tempos de individualismo e crises sociais, como fome, violência e solidão, o cristão é chamado a ser canal do amor divino. Imagine: perdoar quem nos ofende (Mateus 5.44), compartilhar recursos com o pobre (Provérbios 19.17) ou consolar o aflito. Esse amor não só alivia sofrimentos, mas multiplica bênçãos eternas, refletindo Cristo, que “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (João 13.1b, ARA).
Que o Espírito Santo nos capacite a viver esse mandamento diariamente, transformando nossa rua, igreja e nação em oásis de graça. Em um mundo marcado por egoísmo e divisão, esse amor cristão une corações, cura feridas e glorifica a Deus.
Pr. Josias Candurra