MensagensPr. Léo Vilhena

014 | Outro feminicidio

18h45 – ATUALIZAÇÃO NO FINAL DA REPORTAGEM


Escrevi originalmente este texto no dia 02 de abril de 2026. E hoje?


Eu creio, com muita convicção, que artigos de opinião não têm força suficiente para mudar atitudes e pensamentos de quem não está suscetível, ou sequer aceita mudanças. Ou, ainda, de quem não reconhece que precisa mudar. Mesmo assim, continuamos escrevendo, muitas vezes por desencargo de consciência, ainda acreditando em algo maior, talvez até em milagres, na esperança silenciosa de que, em algum momento, uma única palavra encontre terreno fértil e faça diferença.

Mas do que eu estou falando?

Tenho moral para abordar esse assunto porque, em dois relacionamentos, um menos estável e outro totalmente estável, tive o desprazer de ser surpreendido pela velha ideia de que a grama do vizinho é mais verde.

E qual foi a minha reação?

Sou homem o suficiente para dizer que a primeira reação, depois da surpresa e susto, foi chorar. Meu choro não foi de indignação nem de autoestima ferida. Orgulho ferido? Nada disso. Foi a dor de ver quebrada a confiança extrema que eu tinha nela.

Eu confiava acima de qualquer situação. Ainda assim, nada me dava o direito de agredir, machucar ou sequer cogitar algo pior.

Não fiz, não faria e não farei isso com ela, nem com nenhuma outra mulher com quem eu venha a me relacionar, mesmo reconhecendo que hoje já não tenho mais a mesma vontade de me envolver novamente com nenhuma mulher.

Mulher.

Marido, noivo, namorado ou ‘ficante’ não é dono de nenhuma mulher. E o contrário também é verdadeiro.

O outro não é propriedade.

Machucou? Quebrou a confiança? Doeu? Decepcionou?

Sim, eu senti tudo isso. E também senti raiva, mas uma raiva contida. Ainda assim, nada disso me autorizava a ferir ou destruir alguém. Tanto que não fiz.

E mereço parabéns por isso?

Claro que não. Agir assim não é virtude extraordinária. É postura, caráter e respeito. E esses valores não são dignos de aplausos, são o mínimo esperado de todo homem de verdade, não no sentido de gênero, mas no sentido de caráter.

E talvez seja justamente aí que muitos ainda falham. Não por falta de sentimentos, mas por ausência de domínio próprio, de responsabilidade emocional e de consciência sobre o valor da vida e do respeito ao outro, mesmo diante da dor.

Meu recado à todas mulheres: gritou, berrou, humilhou, cuspiu, agrediu de todas as formas e espancou? Procure imediatamente uma delegacia, não caia no “estou arrependido ou estava nervoso”. Quem faz uma, faz duas, três, quatro, cinco….


E hoje?

Mais um caso de feminicidio de um idiota sem coração que se julgava dono da namorada, agia como se ela fosse prioridade dele.

Trecho da reportagem:

A candidata da Bahia ao concurso de beleza Miss Cosmo e modelo Ana Luiza Mateus (foto de capa), de 29 anos, foi encontrada morta após ser jogada do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, nesta quarta-feira (22).

O namorado da jovem foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio. Eles estavam juntos havia três meses.

Testemunhas contaram que viram o casal chegar ao condomínio Alfapark discutindo. Após a briga, o namorado de Ana Luiza, Tarso Ferreira, deixou o prédio sozinho, mas teria voltado.

QUANTAS MAIS PRECISARÃO MORRER?

Quantas vezes precisaremos dizer? Ninguém é propriedade de ninguém, o outro não quer mais o relacionamento?

Deixe ir.

Se lamente, chore, grite, berre, mas você não tem direito de gritar, cuspir, xingar, bater, espancar ou matar,

Ela não é prioridade sua e nem tão pouco ele…

Léo Vilhena


Preso por feminicídio de miss no Rio morre ao se enforcar na cela com bermuda, diz polícia

Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, o homem preso pelo feminicídio da modelo Ana Luiza Mateus, de 29 anos, morreu ao se enforcar na cela da Delegacia de Homicídios do Rio usando uma bermuda no fim de tarde desta quarta-feira (22), disse a polícia.

O local do suicídio passou por perícia no início da noite. O suspeito tinha apresentado na delegacia o documento do irmão. Endreo foi preso em flagrante e, segundo o delegado, se disse “culpado” pela morte de Ana Luiza.

“Ele diz que não foi ele que fez, mas que ele é o culpado. Ele falou uma série de impropérios pra ela, xingou disso, daquilo outro, diminuiu a pessoa dela como mulher, aquele aspecto de violência moral, de violência contra a mulher, extremamente abusivo”, contou o delegado Renato Martins, da Delegacia de Homicídios.

“E ele diz apenas o seguinte: ‘eu sou o culpado, independentemente de eu ter feito ou não alguma coisa, eu sou o culpado disso tudo’. Essas são as palavras dele”, afirmou Martins.

Endreo consta como sócio em uma empresa de atendimento a veículos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. São do estado também os documentos de identificação dele.

Falando de Vida

NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia, concordância e pontuação.