085 | Já ouvi frases como…
Logo de saída, é imperioso afirmar que este texto não é uma resposta a ninguém, não é uma espécie de justificação, até porque não ligo para opiniões alheias que não pedi e não estou tentando convencer ninguém de nada.
Estamos conversados?
Já ouvi frases como: “Você não é mais pastor porque não está liderando uma igreja.” Isso é verdade. Não estou. Após três AVCs, três infartos e um coma, um divórcio, a perda do meu pai, da minha mãe e da minha filha mais velha, entrei em um período sabático, que se estendeu também por causa da minha lesão no quadril, que espero poder operar em breve para, então, voltar ao meu ofício.
Já ouvi frases como: “Tem gente que nem te chama de pastor.” Minha resposta é sempre a mesma: “Não obrigo ninguém a nada. Não me honrar, não me respeitar e não me valorizar como ministro do Evangelho é problema e falta de caráter da outra pessoa. Ela prestará contas a Deus, e não a mim. Lembra quando Jeová disse: ‘Eles não rejeitaram a ti, mas a mim’? Então, isso não é problema meu.” 1 Samuel 8:7
Já ouvi frases como: “É escritor de 150 livros, três best-sellers e não ganha dinheiro com eles? Estranho.” Isso também é verdade. É estranho para um animal cego de entendimento não compreender que, em 1990, doei os direitos autorais de todos os meus livros para uma obra missionária e que, hoje, eles são vendidos a R$ 1,99 porque o objetivo principal é abençoar, edificar, encorajar e ensinar. Não recebo nada por isso.
Já ouvi frases como: “Diz que tem três CDs gravados, mas nunca te vi tocando em uma igreja.” Até gostaria de responder com uma retórica: “Tocar como, se a minha mão está paralisada?” Acusar é extremamente fácil. Conhecer a história, compreender as circunstâncias e respeitar as limitações de alguém parece ser muito mais difícil.
Já ouvi frases como: “Se está solteiro, deve ter aprontado.” Isso é verdade. Aprontei as malas e saí de casa quando a grama do vizinho ficou mais verde. E não tinha sido a primeira vez.
Enfim, escuto diariamente barbaridades, mentiras, calúnias e difamações, mas não reajo, não respondo e sequer me defendo. Antes, continuo escrevendo minhas mensagens, pastorais e devocionais. Em média, 500 a 600 pessoas leem todos os dias, no Brasil e no exterior. Você prega diariamente para quase 600 pessoas?
Oro e intercedo por muitos que me procuram pelo WhatsApp, Signal, Telegram e Instagram. De março de 2026 até hoje, quase 16.000 pessoas acessaram e leram minhas mensagens. E você ainda tem a coragem de afirmar que eu não faço nada? Vai se converter, fariseu….rssss
Talvez o problema seja que algumas pessoas só conseguem enxergar aquilo que aparece diante dos próprios olhos. Não conseguem perceber o trabalho silencioso, as orações, as palavras escritas, as vidas alcançadas e tudo aquilo que é feito sem holofotes, aplausos ou reconhecimento. Eu não preciso provar nada para ninguém. Continuarei fazendo aquilo que sempre fiz: servindo, escrevendo, ensinando, aconselhando e, acima de tudo, seguindo em frente.
E há algo que talvez algumas pessoas não consigam compreender: 500 a 600 acessos por dia é muito mais do que muitas pequenas igrejas conseguem reunir em todos os seus cultos durante um mês inteiro.
A diferença é que eu não preciso de um púlpito, de quatro paredes ou de uma placa na fachada para alcançar pessoas. Meu ministério também acontece por meio da palavra escrita, das mensagens, dos devocionais, das orações e das pessoas que, diariamente, encontram algum encorajamento naquilo que escrevo.
Léo Vilhena
