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083 | Toda a verdade sobre minha condição de saúde

Muitos me questionam sobre o que aconteceu comigo e por que estou usando um andador, à espera de uma cirurgia de grande porte que, devido ao meu histórico cardíaco e a uma sequência brutal de três AVCs isquêmicos, é considerada de altíssimo risco. O médico disse claramente que existe um risco concreto de haver complicações que levem a óbito.

Venho há alguns anos convivendo com uma coxartrose direita que me incomoda bastante, limitando meus movimentos e minha vida profissional. Porém, sempre fui mascarando o problema com o uso de anti-inflamatórios e analgésicos.

Uma dor crônica, que fui aprendendo a suportar em silêncio.

Em janeiro deste ano, 2026, sofri um terrível acidente doméstico. Caí de uma altura muito considerável e bati justamente o lado direito do quadril, fissurando meu acetábulo e destruindo a cabeça do fêmur. Também bati a cabeça no chão e fiquei desacordado. Meu quadril está arrebentado. (Foto de capa). Estou há seis meses sem trabalhar e sem auxílio de ninguém…

Moro sozinho e ninguém me socorreu. Eram 23 horas de uma sexta feira para sábado.

Depois de várias horas, fui socorrido pelo SAMU e internado na emergência da UPA Norte. Posteriormente, fui transferido e internado na Unimar.

Após três dias de internação e a realização de vários raios X e tomografias, fui cadastrado no CROS, sistema de regulação do SUS, e enviado para casa, à espera da liberação da minha delicada cirurgia. A transferência foi uma experiência traumática.

Essa espera já é superior a seis meses. Diariamente, para tentar aliviar a dor, faço uso de Paracetamol, Flancox e Ibuprofeno, pela manhã, à tarde e à noite.

A dor é excruciante, comparável à provocada por múltiplas fraturas. E, ainda assim, há quem deboche das minhas lágrimas e dos meus gemidos.

Enquanto isso, minha qualidade de vida e minha saúde se deterioram a cada dia.

Essa é a história, essa é a verdade. Não estou contando isso para despertar pena, mas para que as pessoas entendam que, por trás de um homem usando um andador, existe uma história de dor, espera, limitações e, acima de tudo, muita vontade de voltar a viver com um pouco de normalidade. O que mais sinto falta? Pregar o Evangelho.

Léo Vilhena

Falando de Vida

NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia, concordância e pontuação.