108 | Não recebo Direitos Autorais na venda de meus livros
Às vezes, veem defeitos, erros e falhas em tudo o que fazemos. Nada merece elogios. Acabo de ouvir:
“Você passa sufoco e até necessidades porque você quer.”
A pessoa falou referindo-se ao fato de eu não receber nenhum centavo pela venda dos meus livros, físicos ou digitais. Não recebo nada. Nada… São 165 livros escritos e publicados, físicos (impressos) e digitais (e-books). Comecei a escrever em 1987, quando sequer existiam computadores, quanto mais IAs. Escrevia numa Olivetti Leetera.
Desde 1988 ou 1989, nem me recordo exatamente, abri mão de todos os direitos autorais, royalties, em favor do DEM, Departamento de Evangelização e Missões da minha antiga igreja. Está registrado em cartório de Copacabana, no Rio de Janeiro. 6° ofício. Na Amazon, 90% dos meus livros custam entre zero e R$ 1,99. O objetivo é abençoar e salvar vidas.
O dom de escrever e a suposta inteligência que tenho, recebi de graça do Senhor. E está escrito:
“De graça recebestes, de graça dai.” Mateus 10:8.
Por isso, minha visão sempre foi investir no Reino de Deus, mesmo que eu tenha que pagar um alto preço. E pago. Acredite. Pago com juros…
Meu maior objetivo nunca foi ganhar dinheiro com aquilo que Deus me deu. É abençoar, encorajar e, se Deus assim permitir, salvar vidas por meio daquilo que escrevo.
Quantas pessoas já me enviaram mensagens contando que desistiram de tirar a própria vida depois de ler algo que escrevi? Quantas vidas foram alcançadas, quantas pessoas encontraram esperança, quantas reconciliações aconteceram e quantas histórias foram transformadas?
Até prêmios eu recebi. Tenho livros que se tornaram best-sellers (4). Mas, sinceramente, existe reconhecimento maior do que receber uma mensagem de alguém dizendo que aquilo que você escreveu foi usado por Deus para mudar a sua vida?
Que prêmio poderia ser maior do que esse?
As pessoas não entendem, ou não querem entender. Não respeitam, ou não querem respeitar, a minha decisão. E nem se preocupam em perguntar o que me levou a tomar essa decisão.
Não devo explicações a ninguém. Mas posso garantir: minha mãe sabia os meus motivos, minha ex-mulher sabe os meus motivos, e Deus sabe e conhece os meus motivos. E isso me basta.
Não preciso que todos concordem comigo. Preciso apenas que respeitem uma decisão que tomei conscientemente, diante de Deus, há muitos anos.
Se aquilo que escrevo puder levar alguém a refletir, encorajar alguém que está quase desistindo, aproximar alguém de Cristo ou simplesmente trazer esperança para uma vida ferida, então todo o esforço já terá valido a pena.
Léo Vilhena
