099 | Dependendo de quem seja a comparação
Acordei com uma interrogação na minha caixa de neurônios, vulgarmente conhecida como a casa do Tico e Teco: já reparou como as pessoas nos julgam dependendo de quem seja a comparação?
Não entendeu?
Vem com o titio Léo que eu explico.
Estava numa farmácia em minha cidade. Fiz uma piada absolutamente inocente e desprovida de maldade e escutei, ao longe:
“Sem graça. Ele se acha o Tom Cavalcante?”
Parei e pensei: então quer dizer que a piada teria sido “sem graça”, mas, se fosse dita pelo Tom Cavalcante, ela seria engraçada demais?
Depende de quem conta?
Se fosse o Tom Cavalcante, que admiro muito, seria engraçado, humilde e legal. Mas um cara absolutamente normal como eu, sem fama, sem dinheiro, feio que dói, gordo e andando de andador, é sem graça?
Agora, a pergunta que não quer calar:
Já imaginou se DEUS agisse assim com a gente?
Nossa sorte é que Ele não faz acepção de pessoas, seja para amar e abençoar, seja para julgar e condenar.
Pare, pense e reflita.
Léo Vilhena