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104 | Parece piada, mas não é volume 3

Quando assumi, em 1º de setembro de 2001, o pastorado auxiliar da Igreja Evangélica Congregacional Espaço da Paz, em Cascadura, minha primeira experiência como pastor, fui designado pelo pastor presidente, Gladiston Ladislau, para atender no gabinete pastoral uma vez por semana.

E um dos meus primeiros atendimentos foi surreal.

O casal entrou em meu gabinete. Olhei para ela e comecei a rir muito. Ela também riu demais. Nos abraçamos respeitosamente, abracei o marido dela, sentamos e, durante 45 minutos, o marido ficou rindo e ouvindo nossas histórias.

Éramos colegas de colegial, no Colégio Municipal Euclides da Cunha, em Irajá, no Rio de Janeiro. Estudamos da quinta série até a oitava. E como aprontamos! O falecido diretor, Albour, sofreu com a gente…

Passados 45 minutos, nos recompusemos e perguntei:

O que posso fazer por vocês hoje?

“Nem sei”, respondeu ela, rindo. Olhou para o marido e perguntou:

Tudo bem, amor?

Ele disse que sim. Oramos e foram embora.

Às vezes, o que nos falta é apenas rir. Isso deixa tudo mais leve.

E, naquele dia, aprendi que nem todo atendimento pastoral precisa começar com uma resposta. Às vezes, basta reencontrar uma velha amizade, lembrar das histórias do passado e dar boas risadas.

Léo Vilhena

Falando de Vida

NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia, concordância e pontuação.